Que jogão esta noite na Ressacada. Já estou vendo Adilson Heleno brilhando em campo, com lançamentos precisos, dribles desconcertantes e seus chutes, verdadeiras bombas à La Roberto Dinamite, do outro lado Nardela, incansável, e pronto para lançar Paulo Egídio ou ele mesmo num lance de oportunismo aparecer no meio da zaga e resolver a partida mas Belmonte vai estar de olho nos dois, no lado esquerdo Miranda duelará com Alfinete e o Marcos Severo terá que preparar as canelas pois na zaga do JEC ao invés de estar Vagner Bacharel terá Leandro, aquele galego que batia mais que zagueiro de várzea.
Claro que misturei jogadores de algumas épocas na Ressacada, não muito distantes, alguns realmente se enfrentaram, outros chegaram ao mesmo tempo que outros iam embora. Poderia citar Roberto Teixeira, Netinho, Décio Antônio, Branco e daí vir aquela velha discussão: Qual o melhor time o de 85 ou o de 88? Vocês sabem bem do que estou falando.
A realidade hoje é outra, não menos prazerosa de se assistir. Temos Marquinhos, Léo Gago, Rafael, Medina, Evando, William, Emerson, jogadores que se consagram a cada partida e os que jogarem hoje estarão mais uma vez fazendo história no nosso Leão.
Sinto que esse grupo dá o sangue, sinto que eles respeitam a camisa que vestem, sinto que eles sentem a vibração do torcedor nas arquibancadas e pensam: "Não podemos decepcioná-los, eles nos amam de verdade".
Em contrapartida a torcida acredita neles, acredita que Martini fará milagres sempre, acredita que Marquinhos é imarcável (apesar do nome), acredita que de uma hora para outra qualquer um dos 11 jogadores (ou um dos suplentes) pode decidir a partida, então todos vão à Ressacada alegres e confiantes, sempre.
Mais uma vez "é só coração" como diz o hino e eu diria "é UM só coração" todos juntos, na mesma batida, uma disputa entre torcida e time, aquela velha dúvida: nós (torcida) que empurramos vocês?(time) ou vocês (time) que embalam a torcida? Não importa, é sempre time e torcida juntos.
Vamos ver novamente nossos guerreiros correndo até o último minuto de partida, dando uma satisfação para seus fãs. E no final, suados e exaustos veremos só sorrisos, no campo e na arquibancada, a sensação do dever cumprido e no dia seguinte começa tudo de novo, preparando corpo e espírito para mais uma batalha, eles, os jogadores e nós os torcedores, porque o Avaí é assim: Time e torcida na mesma batida (com o perdão da rima).
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