USO HOJE, PARA ABRIR O NOSSO DIA, uma célebre frase de nosso patrono, ex-Governador do Estado e ex-Presidente do Clube, Dr. Aderbal Ramos da Silva: Passarinho na muda não canta. Em meio ao massacre de críticas ao time, de falácias ignobilmente dirigidas a à nossa torcida como um todo, com relação ao grave incidente de Criciúma, resta-nos deixar a poeira baixar e ir colocando as coisas nos devidos lugares. Perdemos feio no campo de luta, é verdade, não faltou pouco para o sucesso, faltou muito é no campo disciplinar nas arquibancadas, recebemos um golpe maior. Dois elementos infiltrados entre componentes de uma facção organizada, com instintos assassinos, arremessaram um artefato explosivo, numa verdadeira tentativa de morte, contra a torcida do Criciúma, resultando em grave acidente, a um idoso que se encontrava na área que separava as duas torcidas. O incidente está sendo devidamente apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina e os culpados deverão ser exemplarmente punidos pela justiça. O que não pode é alguns setores da imprensa generalizar, dizendo que foi a torcida da Capital, em nome do Avaí, que praticou tal crime. O que não pode, são os oportunistas da torcida do Estreito, ficarem mandando cartinhas rebaixando a grande massa de torcedores avaianos e o pior, o Diário Catarinense, colocar essas cartinhas em sua secção do leitor, neste momento tão grave, incentivando ainda mais a animosidade entre essas duas torcidas. Falta tato, habilidade, para saber controlar os ânimos. Não é momento de colocar opinião passionais de torcedores adversários, num momento difícil para a segurança nos estádios. São os eternos oportunistas, escritores de coluna do leitor. Os ônibus que saíram da Ressacada, tiveram seus passageiros revistados um a um, suas mochilas, sacolas, pacotes etc., podendo a Polícia Militar afirmar, como escuto agora pela manhã no notíciário, que dificilmente os torcedores dos ônibus, levavam alguma bomba. Ontem, no programa Conversas Cruzadas, de Renato Igor, na TVCom, o Promotor Dr. Andrey, um dos participantes, enumerando as causas da violência nos estádios, citou entre elas, o perigoso incentivo à rivalidade por parte de alguns comunicadores de rádio e televisão. A hora é de não dizer besteiras e deixar as autoridades apurar com serenidade os graves acontecimentos de Criciúma. Apesar de achar muito radicais, nosso blog apoia as medidas, de proibir torcidas uniformizadas, em jogos fora de seus domínios, pelos clubes disputantes do Campeonato Catarinense, pois agora não tem clima para isto, e todo o cuidado é pouco.