segunda-feira, 28 de abril de 2008

MENOS BALDUINO, MENOS

FIQUEI MUITO SURPRESO com o comentário de ex-craque Balduino na Rádio Guarujá, segundo o qual, em seu tempo de jogador os campeonatos eram decididos no apito, fazendo alusão de que hoje tudo é muito certo, cientificamente certo, e que as disputas estaduais estão livres de qualquer suspeita. O interessante e que vivi quase à mesma época dentro dos campos de disputa e os árbitros, eram pessoas comuns, como nós, comerciários, funcionários públicos, policiais civis e muitos de nossa Marinha de Guerra (Silvano, Nahas, Lázaro), alfaiate e até açougueiro, sem qualquer curso de arbitragem. No dia seguinte dos jogos, por mais importantes que fossem, lá estavam eles na esquina da Felipe Schmidt ou em seus locais de trabalho, de cabeça erguida de ter apitado com lisura os jogos para os quais foram designados. Depois dos jogos iam a pé para casa, sem camburões. Discutiam na semana seguinte com os torcedores, os lances duvidosos,com a maior sinceridade e transparência. Não havia acertos e direcionamento de resultados. Nenhum daqueles árbitros e "bandeirinhas" tem hoje a pecha de ter sido desonesto, ladrão ou coisa que valha. Fiquei admirado com essa declaração do Balduino, não sabia que era esse o conceitos dos campeonatos no tempo do Osni Mello, do Pedro Lopes, do Giuliari. Pensei que os campeonatos conquistados pelo Metropol, Joinville, Caxias, Avai e outros tinham sido pela atuação nos gramados. Que pena que o Balduino jogue na vala comum dos maus árbitros, nomes como Bezerra, Bozano, Nahas, Yolando, e tantos outros, que guardo em minha memória como árbitros livres de qualquer suspeita. Naquele tempo os Clubes tinham uma só equipe, a que entrava dentro dos gramados, a outra, a que atua nos bastidores, nos gabinetes e nos porões da corrupção, não era ainda formada naquele tempo. Não existia, que eu saiba, o tal time que age nas portas dos vestuários. Balduino, menos, menos ...

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